Para rejuvenescer as mãos- parte 01

Uma vez diante do problema, “o tratamento do envelhecimento das mãos consiste na escolha da melhor alternativa terapêutica ou da associação de técnicas, bem como da adequação dos tratamentos às características da pele de cada indivíduo”, explica a dermatologista, que a seguir, enumera alguns tratamentos disponíveis:

  • Cremes hidratantes: além do filtro solar, é preciso usar hidratantes que contenham uréia, lactato de amônio, ácido hialurônico, vitamina C, ácido ascórbico ou silicone. “Após uma consulta com um dermatologista, o profissional pode recomendar também o uso de um creme com ácido retinóico à noite. É importante lembrar que o tratamento a base de cremes hidrata, melhora a textura da pele e retarda o envelhecimento das mãos, mas não remove as manchas já existentes”, afirma Cristine Carvalho;
  • Laser para manchas: o tratamento com laser ou luz intensa pulsada é indicado para remover manchas senis e vasos ou, jogando um calor específico naquela estrutura. O calor transforma-se em energia e destrói total ou parcialmente esta estrutura, que depois é metabolizada como uma substância estranha ao organismo. “Após algumas sessões, as manchas desaparecem ou são suavizadas. O laser queima a mancha sem agredir a pele. Depois da sessão surgem casquinhas que caem em duas semanas. A recuperação ocorre em cerca de 12 dias, sem dor ou ardor no local”, diz a médica;

Medidas preventivas para evitar o envelhecimento das mãos

Quando falamos em prevenção do envelhecimento das mãos, é preciso evitar a exposição ao sol forte e passar diariamente um filtro solar com FPS 30 ou mais.  O uso de luvas, principalmente aquelas feitas com tecido FPS, é muito útil também. “Como uma parcela dos raios solares ultrapassa o vidro das janelas, é importante aplicar o protetor, mesmo se estiver dentro de casa. No carro, mantenha um frasco com filtro solar e passe o protetor nas mãos antes de dirigir. Assim, você previne manchas e preserva o colágeno da pele”, alerta Cristine Carvalho, que também é chefe do Departamento de Fototerapia do Curso de Pós-Graduação em Dermatologia da Fundação Pele Saudável, Instituto BWS.

Quando se trata de envelhecimento, as mãos nos traem!

Os sinais que entregam a idade: manchas, rugas e veias saltadas podem aparecer a qualquer momento nas mãos. “Isto porque a pele do dorso das mãos é delicada e é muitas vezes negligenciada. Nós temos uma tendência de cuidar muito melhor da pele do rosto do que da pele das mãos, do colo e do pescoço. Mesmo celebridades conhecidas por desafiar o processo de envelhecimento não têm sido bem sucedidas quando o assunto é o envelhecimento das mãos”, afirma a dermatologista Cristine Carvalho, diretora do CDE – Centro de Dermatologia e Estética. Segundo a médica, a pele das mãos é muito mais fina do que a que recobre o resto do corpo e está exposta a ventos fortes, à radiação UV, à fumaça de cigarro, ao uso de detergentes e sabões, fatores que contribuem para a desidratação e o envelhecimento acelerado desta região. “O processo biológico feminino de envelhecimento também é um fator contributivo e o fim da produção de estrogênio, na época da menopausa, afeta a produção de colágeno, que dá às mãos uma aparência carnuda. Com a passagem do tempo, a quantidade de gordura sob a pele também diminui. Por isso, veias e tendões das mãos ficam visíveis”, explica a dermatologista.

Melhorando a aparência do pescoço

O tratamento do envelhecimento do pescoço, até poucos anos atrás, apresentava poucas opções. Hoje, além dos cremes e peelings, o rejuvenescimento do pescoço ganhou uma grande aliada: as injeções de toxina botulínica. “O alvo das injeções é o platisma, um músculo bilateral que desce da mandíbula até a saboneteira, a depressão cercada de ossos logo abaixo do pescoço.  À medida em que a idade avança, o platisma salta à vista e ainda puxa mais para baixo a pele já flácida do contorno do rosto, formando a papada pregueada”, explica a dermatologista. A aplicação de botox numa área triangular, bem no centro do músculo, faz com que ele relaxe. Sem tração, as pregas do pescoço se suavizam e a região logo abaixo da mandíbula se eleva. O tratamento vem sendo empregado como uma alternativa temporária à plástica tradicional. “O uso da toxina botulínica no pescoço é indicado para mulheres entre 35-65 anos que tenham a contração muscular da platisma bem delineada, algum grau de flacidez e linha horizontais em desenvolvimento. Não se deve utilizar esta substância para tratar o fotoenvelhecimento, a gordura localizada ou a flacidez excessiva nesta parte do corpo. Para estes últimos casos, podemos lançar mão de outros procedimentos, tais como o emprego do laser de CO2 fracionado, a luz intensa pulsada e a radiofrequência”, conta Cristine Carvalho. “É muito importante dizer que o pescoço e o terço inferior do rosto  são áreas  muito delicadas, onde uma aplicação malfeita de toxina botulínica pode causar alterações da sensibilidade e problemas motores, como dificuldade de engolir, por exemplo. Sem falar no risco do rosto ficar mais puxado de um lado que do outro… É sempre bom ouvir muitos especialistas antes de decidir pelo tratamento”, alerta a diretora do CDE.

O envelhecimento do pescoço…

Para evitar o envelhecimento precoce do pescoço é fundamental a utilização de um bom creme hidratante, bem como a aplicação diária de um protetor solar, que evita a danificação das fibras dérmicas pela radiação do sol. São essas fibras que garantem a firmeza e a hidratação da pele. “O dermatologista é o profissional indicado para prescrever o produto ideal para cada tipo de pele”, informa Cristine Carvalho. Outras formas de proteção também podem ser adotadas, visando à proteção da pele do pescoço, tais como: o uso  de chapéus, roupas especiais – no caso de esportistas –  e bonés. “É preciso ter em mente que o sol acelera o envelhecimento da pele porque oxida e  destrói as células que dão a sua consistência e qualidade, daí o aparecimento de manchas e conseqüentemente da aparência envelhecida. Vale destacar também que, depois do sol, o cigarro é o maior inimigo da pele”, afirma Cristine Carvalho, que também é chefe do Departamento de Fototerapia do Curso de Pós-Graduação em Dermatologia da Fundação Pele Saudável, Instituto BWS.